sábado, 16 de agosto de 2014

Mais um benefício do exercício físico: promoção da microbiologia intestinal

Frase do dia | Edição No 122

Além de todos os benefícios já "conhecidos" da atividade física na nossa saúde, a ciência descobre mais um! O exercício altera a microbiologia intestinal, aumentando a quantidade de bactérias digestivas que ajudam no combate a obesidade, ajudando na digestão e melhor absorção de nutrientes.

Por: Prof. Drd. Marcelo Baldanza


Referência:


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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

World Cup 2014! Aquecimento Pré-Jogo: Alongamento dinâmico vs. Alongamento estático. ‘Até quando teremos esse paradigma?’

Frase do dia | Edição No 121

Depois da excelente discussão acadêmica no post do professor Leo Cabral com a foto da seleção brasileira fazendo alongamento estático como parte do aquecimento pré-jogo, deixo aqui mais um pouco dessa reflexão.

Na semana passada assistindo a uma reportagem sobre o jogo da Alemanha e Estados Unidos, observei os movimentos no aquecimento dos atletas (vídeo) que me chamaram atenção para essa discussão. Dois países referências em universidades e investimento em educação, mostrando a aplicação prática de suas pesquisas com esporte. Em adendo, a FIFA nos últimos anos através de pesquisas com futebol implementou um programa específico para diminuir lesões em atletas, chamado ‘FIFA 11+’ que constitui de exercícios de aquecimento com alongamento dinâmico, estabilidade, mobilidade, força, agilidade, velocidade de reação (McKay, Steffen et al. 2014, Owoeye, Akinbo et al. 2014). Corroborando com nosso estudo e aplicação desses métodos de aquecimento desde 2010 (Costa, Medeiros et al. 2011).

Na última década o número de referências com impacto (Qualis A1 A2) cresceu a favor do aquecimento- alongamento dinâmico, mobilidade, estabilidade (Bird and Stuart 2012) (McMillian, Moore et al. 2006). Em paralelo, outros estudos mostrando efeito deletério na força com alongamento estático antecedendo uma atividade/treinamento também aumentaram (Rubini, Costa et al. 2007) (Costa, Ryan et al. 2009) (Behm and Chaouachi 2011) (Trajano, Seitz et al. 2013) (Woods, Bishop et al. 2007) (Bishop 2003). Porém a ciência é ambígua, não posso deixar de mencionar que no mês de Março foi publicado um excelente estudo apresentando resultados diferentes, mostrando a diminuição na força após dois movimentos de alongamento dinâmico feito previamente. Esse resultado fortalece a discussão sobre o tema somando a outro estudo de 2013 com o mesmo resultado (Herda, Herda et al. 2013, Costa, Herda et al. 2014). Para quem não tem uma opinião sobre o assunto, esses ‘papers’ devem ajudar a entender o cenário.

Para terminar, o alongamento estático também é importante, a mobilidade é importante para qualidade de vida (Coelho and Araújo 2000, Cunha, Burke et al. 2008) e melhora do padrão motor em vários movimentos complexos, mas talvez em outro momento do treinamento dentro do microciclo. (McGill, Karpowicz et al. 2009, Battaglia, Bellafiore et al. 2014) (Caplan, Rogers et al. 2009) (Imagama, Matsuyama et al. 2011).

 
 
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Idosos hipertensos não devem treinar?

Frase do dia | Edição No 120

Uma recomendação muito comum é de que pacientes idosos devem restringir-se a um regime de treino "leve" (seja lá o que isso queira dizer). No caso dos hipertensos, parece que o monstro de sete-cabeças ganha chifres e cospe fogo: aí é que “nem pensar um idoso hipertenso levantar peso”! Afinal, treino de resistência aumenta a pressão intra-abdominal ao se realizar uma manobra de Valsalva na tentativa de estabilizar o tronco e acaba por elevar a resistência vascular periférica, o que em última análise levaria a um aumento ainda maior da Pressão Arterial, certo? ERRADO! Os estudos se amontoam e a literatura médica é vasta já ao demonstrar que o treinamento de força com cargas intermediárias até sub-máximas (entre 10RM-1RM), tem importante papel em reduzir os níveis tensionais. Alguns trabalhos inclusive mostram redução da pressão mais importante nos treinos de força do que nos clássicos e preconizados aeróbicos. Para embasar, o artigo de 2013 de Kim & Kim, que submeteu IDOSOS HIPERTENSOS (mais de 68 anos) ao treinamento de força (10 RM) 5x/semana durante um ano, demonstrou uma redução de 3,79% de gordura, 10,4% do LDL (colesterol ruim), 6,26% e 5,24% na pressão arterial sistólica e diastólica, respectivamente, e aumento de 2,81% de massa magra. Todos com significância estatística!

Por: Dr. Pietro Mannarino

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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Efeito do exercício na Síndrome do Pânico, uma das doenças mais incapacitantes do mundo

Frase do dia | Edição No 119

A Síndrome do Pânico é um transtorno de ansiedade que gera ataques de medo intenso. Segundo a Organização Mundial da Saúde, é a 17ª doença mais incapacitante do mundo. No estudo de Raphael Marques Gomes, que contou com a participação de importantes referências internacionais, como a Profa Dra. Andrea Deslandes e o Dr. Claudio Gil, pacientes com Síndrome do Pânico submetidos a 24 sessões (duas por semana) de exercício na esteira (75% VO2max) apresentaram respostas positivas em escalas que avaliam o impacto da desordem, como por exemplo, a agorafobia, ansiedade cardíaca e sensações corporais. O estudo demonstrou que o exercício físico, devidamente controlado, pode ser considerado uma terapia não farmacológica segura e eficiente.


Referência:

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Top 8 posts do primeiro semestre de 2014: frase número 1

Número 1 (420 acessos)

VOCÊ CONHECE A MELHOR DE TODAS AS POLIPÍLULAS?

É possível existir uma “polipílula” que reúna em um único comprimido fatores de prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, metabólicas e mentais? Uma intervenção única, capaz de reduzir a pressão arterial, melhorar a resposta imunológica e a atividade antioxidativa, controlar a glicose e o colesterol, melhorar o humor e a cognição e, além disso, gerar poucas respostas adversas e possuir baixo custo? Mesmo que essa “polipílula” existisse, não seria capaz de melhorar a força, fundamental para a manutenção da independência durante a vida. Neste estudo de Fiuza-Luces et al. (2013), os autores apresentam diversos mecanismos periféricos e centrais dessa grande novidade da Ciência: o exercício físico.

Por: Profa. Dra. Andrea Deslandes

Post original na íntegra com indicação de referência: http://cienciaetecnologiacref1.blogspot.com.br/2014/05/voce-conhece-verdadeira-polipilula.html

terça-feira, 29 de julho de 2014

Top 8 posts do primeiro semestre de 2014: frase número 2

Número 2 (350 acessos) 

PRESCREVENDO EXERCÍCIOS COM A FREQUÊNCIA CARDÍACA

A utilização da frequência cardíaca máxima (FCMáx) parece ser uma ótima ferramenta para a prescrição de treinamentos "aeróbios". Por vezes, devido a impossibilidade de realização de um teste máximo, para a determinação da FCMáx, são utilizadas equações preditivas. A mais tradicional entre todas as equações preditivas é 220 – idade, também conhecida, erroneamente, como fórmula de Karvonen. Na verdade, a fórmula elaborada por Karvonen, Kentala e Mustala é a de reserva. Esta foi criada em 1957 para entender os efeitos crônicos do treinamento aeróbio sobre a FC, pois diferentemente dos demais métodos da época, as variações da FC são expressas em termos relativos à FCMáx e de repouso de cada sujeito. Outra utilidade deste método é baseada na ótima associação com a equação do consumo máximo de oxigênio de reserva (VO2Res), o que possibilita a elaboração de uma prescrição mais robusta.

Por: Prof. Drd. Eduardo Portugal

 Post original na íntegra com indicação da referência: http://cienciaetecnologiacref1.blogspot.com.br/2014/03/utilizacao-da-frequencia-cardiaca-em.html

terça-feira, 22 de julho de 2014

Top 8 posts do primeiro semestre de 2014: frase número 3

Número 3 (305 acessos)

APLICAÇÃO CLÍNICA DO ALONGAMENTO MUSCULAR

"O alongamento muscular é capaz de produzir respostas cardiovasculares não negligenciáveis, mormente na frequência cardíaca, pressão arterial sistólica e diastólica, duplo produto e variabilidade da frequência cardíaca. Tais respostas podem ter implicações relevantes na segurança dos exercícios em determinados casos, mas também podem se associar a efeitos benéficos em longo prazo" (Rubini et al., 2013).

Post original na íntegra com indicação da referência: http://cienciaetecnologiacref1.blogspot.com.br/2014/04/aplicacao-clinica-do-alongamento.html