segunda-feira, 10 de junho de 2013

BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO DE FORÇA E AERÓBIO NO CÉREBRO | FRASE DO DIA | EDIÇÃO No 39 | Cassilhas et al., 2012



Os resultados de um grupo de pesquisadores brasileiros (Cassilhas et al., 2012) publicados na revista científica Neuroscience sugerem que ambos os exercícios de força e aeróbio são capazes de promover benefícios semelhantes no cérebro (aprendizagem e memória), porém, através de vias precursoras diferentes.

O exercício aeróbio aumenta os níveis de IGF-1, BDNF, TrkB e CaMKII, enquanto o exercício de força induz um aumento de IGF-1, IGF-1R e AKT. Em ambas as condições foram verificados aumentos na expressão de proteínas que induzem a formação de sinapses (aumento da comunicação entre os neurônios). 


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sexta-feira, 7 de junho de 2013

"ESTRESSE: TODO MUNDO SABE O QUE É, MAS NINGUÉM SABE O QUE É" | FRASE DO DIA | EDIÇÃO No 38 | Holsboer & Ising, 2010




Frase do Dr. Hans Selye, que após 40 anos de pesquisa descreveu a dificuldade de se estudar o sistema neuroendócrino do estresse, devido a sua complexidade. O estresse é a pertubação do estado de homeostase do corpo, e os responsáveis por converterem essas mensagens são os hormônios do estresse. A ativação aguda do eixo HPA promove adaptações positivas, como o aumento da consolidação da memória. De forma crônica, a ativação do eixo HPA pode gerar uma desregulação, levando ao desenvolvimento de patologias como depressão, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas, diabetes e obesidade.

Por: Vitor Constant de Lima, estudante do curso de Educação Física da UFRJ e aluno de iniciação científica. 

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

MAIS UM GRUPO DE PESQUISADORES BRASILEIROS MOSTRANDO A IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO NAS DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS | FRASE DO DIA | EDIÇÃO No 37 | Lima et al., 2013

Lima et al. mostraram nesta metanálise a efetividade do treinamento de força na melhora de capacidades físicas de pessoas com doença de Parkinson. Aumentos expressivos da força muscular e distância percorrida na caminhada foram encontrados após período de treinamento entre 8 – 24 semanas. 

Isto mostra um cenário de positivo custo x benefício no tratamento, já que o treinamento de força é relativamente barato e eficaz em comparação com outras formas de intervenção para a doença de Parkinson. 

Por: Prof. Ms. Renato Sobral Monteiro Junior 

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

PRÁTICA DE ESPORTES E FUNÇÕES COGNITIVAS | FRASE DO DIA | Edição No 36 | Alves et al., 2013

 A prática de esporte pode contribuir para a melhora de funções cognitivas, como por exemplo a função executiva, a atenção visuoespacial e o tempo de resposta. Além disso, diferenças cognitivas relacionadas ao sexo podem ser minimizadas com a prática de exercícios físicos. Estes resultados foram observados em um recente estudo publicado no “Frontiers in Psychology”, realizado através de uma parceria da Profª Andrea Deslandes, coordenadora do Laboratório de Neurociência do Exercício, com pesquisadores da Universidade do Illinois (USA). Neste estudo, a Drª Heloisa Alves e os co-autores compararam o desempenho cognitivo de atletas profissionais de vôlei e não-atletas, através de uma grande bateria de testes cognitivos. Se você quer saber mais sobre a relação exercício-esporte-cérebro, não perca o III Simpósio de Neurociência do Exercício, que acontecerá no dia 22/06. Por: Profa. Dra. Andrea C. Deslandes

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

CIÊNCIA É ARTE! TERIA MICHELANGELO RETRATADO O CÉREBRO EM UMA DE SUAS CRIAÇÕES NA CAPELA SISTINA? | FRASE DO DIA | Edição No 35 | Meshberger, 2011




Teria Michelangelo retratado algumas estruturas cerebrais em sua obra “The Creation of Adam” (A Criação de Adão) em pleno século XVI (entre 1508-1512)? Teria sido proposital o braço direito de Deus partir do córtex pré-frontal, a região “mais criativa do cérebro”, segundo o autor das observações? Estaria Deus destacado sobre o sistema límbico, o “centro das emoções” e recompensas? Estaria no cérebro o poder divino conferido ao ser humano?

Impressionantes as observações do neurocientista norte-americano Frank Lynn Meshberger, expostas na década de 90 no periódico JAMA (Volume 264, No. 14, 1990). Faça parte do grupo Câmara de Ciência e Tecnologia - CCT/CREF1 para baixar a "reprodução" deste artigo na íntegra. 


Agradecimento especial à prof. Ms. Leticia Brito, por compartilhar esta notícia com o Laboratório de Neurociência do Exercício, e ao prof. Ms. Renato Sobral, por baixar e enviar o artigo na íntegra.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

OVERTRAINING E ESTRESSE OXIDATIVO | FRASE DO DIA | Edição No 34 | Liu et al., 2013


Vários mecanismos podem afetar o metabolismo nos quadros de overtraining, como a redução da função mitocondrial e a redução da degradação de glicogênio o que gera redução na produção de energia. Estudos recentes também sugerem que a produção excessiva de espécies reativas de oxigênio (ROS) estão aumentadas nos quadros de overtraining. Liu et al. (2013) mostram que o overtraning diminui a razão Bcl-2/Bax, o que reduz a capacidade antiapoptótica muscular, aumentando assim o processo de apoptose (morte celular). Mostraram ainda que este processo esta  relacionado com o aumento de ROS nas células musculares. O aumento de ROS também gera o aumento de proteína desacopladora mitocondrial (UCP2),  o que reduz a produção de energia (ATP) pela mitocondria. Este conjunto de alterações esta realacionado com as mudanças patofisiologicas observadas no overtraining.  Por: Dra. Veronica Salerno

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

RESPOSTA AFETIVA E ADESÃO AO EXERCÍCIO | FRASE DO DIA | Edição No 33 | Ekkekakis, 2003

A resposta afetiva, que é uma importante determinante da adesão ao exercício físico, é determinada por mecanismos cognitivos e interoceptivos. Os mecanismos cognitivos estão relacionado com a interpretação individual aos estímulos, ativando áreas corticais, e são predominantes em baixas e moderadas intensidades de exercício. Por outro lado, os mecanismos interoceptivos estão relacionados aos ajustes fisiológicos subcorticais para atender as demandas geradas, principalmente, por exercícios físicos muito intensos. Por: Prof. Ms. Eduardo Portugal


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