terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Recuperação pós-treino de força

Frase do dia | Edição No 95

A fototerapia é um recurso que vem sendo muito utilizado na reabilitação de diversos tipos de lesões e doenças. Uma nova janela de possibilidade se abre com o uso da técnica na recuperação pós-treino. Exercícios contra resistidos causam microtraumas ao tecido muscular. Estes microtraumas estão diretamente associados à dor, edema muscular, redução da amplitude de movimento articular e redução da capacidade de gerar força muscular voluntária máxima. Em conjunto, esse fenômeno tem sido reportado na literatura como “dano muscular induzido pelo exercício” (exercise-induced muscle damage). Este evento impacta diretamente no desempenho físico dos praticantes de exercício físico e de atletas.

Por essa razão, diversos recursos terapêuticos têm sido sugeridos com o intuito de minimizar este evento, permitindo assim que praticantes de exercício e atletas consigam retornar à sua máxima capacidade muscular o mais precocemente possível. Nessa direção um estudo recente lançou luz sobre a aplicação da fototerapia com LED (light-emitting diode). Borges e colaboradores publicaram o artigo intitulado “Light-emitting diode phototherapy improves muscle recovery after a damaging exercise” na revista Lasers in Medical Sciences e seus resultados sugerem que a aplicação do LED com comprimento de onda de 630 nm e densidade de energia total de 20.4 J/cm2, imediatamente após uma série de exercícios contra resistidos excêntricos promove a recuperação mais rápida da função muscular (menos dor, menor perda da amplitude de movimento e menor redução da força muscular), o que coloca este recurso como um promissor meio para acelerar a recuperação muscular após exercícios resistidos ou atividades com grande carga excêntrica.

Por: Prof. Ms. Marco Machado 

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Contínuo x intervalado: diferenças percentuais na melhora de parâmetros ventilatórios

Frase do dia | Edição No 94


A comparação entre diferentes intensidades de exercício físico sempre foi um tópico muito estudado dentro da fisiologia do exercício. Neste contexto, Swain et al. compararam o efeito crônico de três intensidades de exercício aeróbio sobre o VOMáx. Duas das intensidades foram administradas em um protocolo contínuo (50% e 75% VORes) e outra aplicada a um protocolo intervalado (75%-95% VO2Res). Houve uma melhoria do VO2Máx significativa para ambas as intensidades contínuas (aumento de 10% para 50% VO2Res e 14,3% para 75% VO2Res). Contudo, o maior aumento verificado aconteceu com o exercício intervalado (aumento de 20,6%). Logo, podemos concluir, que altas intensidade são mais indicadas para aumento do VO2Máx.

Por: Prof. Ms. Eduardo Portugal 

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